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    Em sua primeira série de trabalhos em artes visuais, Thiago, que teve a base da sua formação na dança, elabora esculturas.  A interação e fricção entre materiais produzem reações químicas que alteram seus estados físicos. O desenho primário das obras se revela na oxidação do ferro quando interage com a água. O gesso, quando envolvido com a gaze e a resina, se torna rígido porém maleável, preenchendo as estruturas compostas por muitas camadas e texturas, sempre disposto a revelar o mecanismo de construção de cada obra, expondo o que há por dentro.

     Nessa pesquisa sobre os processos de transformações dos corpos, cria uma ficção com sua própria mitologia. São esculturas de formas orgânicas, que por vezes nos aludem a organismos complexos, ossadas primitivas e paisagens inóspitas. Essas estruturas corporais são suspensas por fios de nylon e buscam o equilíbrio através da assimetria, se interligam umas às outras e geram um movimento contínuo de ação e reação. 

   O trabalho cria um espaço de contemplação e ruído quando propõe, em seu encontro com o outro, possíveis Formas Para Acessar Um Corpo.  São corpos-móbiles que em relação ao espaço, a luz e o movimento do ar em volta, executam composições coreográficas que ressignificam a relação do artista com o corpo  e o movimento. Thiago teve sua carreira de bailarino suspensa quando rompeu os ligamentos do joelho. Nesse contexto, seu trabalho se manifesta  por uma prática permeada por processos espirituais e sanativos. Um jogo de movimentos intuitivos e inesperados, em que as interações entre o imaterial e o material compõem uma coreografia com possibilidade de dinâmicas infinitas. A base dessa nova dança está invertida: ali o peso cede à gravidade mas se sustenta pelo alto; não há descarga nem atrito sobre o chão. A partir dessa nova forma de organização surge a construção da utopia de um corpo que se desdobra para além do corpo. 

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um corpo só

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    Em sua primeira série, Thiago se propunha corpos utópicos para gerar acesso à transcendência ao outro. Nessa série sequência, ele retorna ao corpo agora apontando em direção ao aterramento. Trabalho desenvolvido em quarentena durante a pandemia de 2020, Formas Para Sublimar Um Mundo é um aprofundamento sobre os recursos materiais e poéticos que permeiam a sua pesquisa. Uma produção de 09 peças concebidas entre março e setembro de 2020 em Santiago, Chile.

           Além do arame, o gesso, a gaze de algodão e a resina, incorpora em seu fazer o uso da porcelana e varas de  ferro. Nesse projeto as escalas de seus trabalhos aumentam consideravelmente e dessa vez, salvo algumas exceções, as esculturas se apoiam a partir do chão, provocando um diálogo entre arquitetura e natureza, entre sistemas de organização e selvageria, o belo e o grotesco.

         As formas orgânicas continuam alí, mas dessa vez são interferidas com varas de ferro que atravessam e ao mesmo tempo sustentam as estruturas. A porcelana reitera a condição de fragilidade e vulnerabilidade dos corpos, ao mesmo tempo em que os potencializam. Os paradoxos que encontramos neste trabalho expõe um mundo de incertezas, fissuras e um barulho dissonante, que reverbera porta à dentro. Um conflito bélico que convida o olhar a se restabelecer diante de colapsos e reparações. 

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