Brasileiro, escultor autodidata e bailarino, em 2006 comecei minha trajetória artística trabalhando como intérprete criador em companhias de dança contemporânea. Durante o período de reabilitação de uma lesão no joelho, comecei muito intuitivamente a experimentar alguns materiais e a resgatar memórias antigas de quando meu pai era artesão. 
Girar, torcer, suspender, alongar, ceder à gravidade entre outros gestos que eu realizo na dança, estão agora, também sendo experimentados em outra linguagem.  A dança e as artes visuais consequentemente se fundem no seguimento da minha pesquisa em torno do corpo (sua estrutura formal, sensível e energética) e o seu movimento (suas relações, afetos e processos de transformação).
Utilizo materiais vegetais e minerais, explorando seus desdobramentos. Procuro harmonia na assimetria para encontrar equilíbrio nas desigualdades, componho uma dança com estruturas de formas orgânicas que se revela a partir de camadas.